tradicional

É como um mantra saído dos dedos!! Fazer o crochet dito tradicional torna-se um vício quando entra em modo automático, tornando-se mesmo numa espécie de oração que nos apazigua, clarifica e fortalece. De verdade!!

Gosto particularmente de fazer rosetas e as deste livro são bonitas, com mil possibilidades de belos trabalhos. Escolhi esta mais simples para fazer um pano de tabuleiro ou individual. Utilizei a linha n.º6 “Linho” (75% linho, 25% algodão), da Limol, o que lhe confere um estilo bastante rústico mas muito bonito, clássico.

E finalmente encontrei o trabalho digno de ser feito com esta linha, a rosa velho. Está a ficar lindo!

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o mundo continua lindo!!

Aos versos de Gilberto Gil junto os meus e mando a todos “aquele abraço”, no mesmo ritmo de esperança e felicidade por podermos fazer de cada dia um dia novo, a chamar-nos à renascença, à mudança! Afinal a vida é muito mais do que aquilo que nos querem fazer querer!!!

O fim é sempre a altura ideal para balanços, saldos positivos e negativos, mas acima de tudo no fim está o começo. Atreve-te a começar este novo ano enfrentando a “mesmice” do quotidiano com vontade para mudar a dependência que nos querem impor, o medo, a apatia, o pessimismo, a sobrevivência apenas. O Homem é mais do que um número, uma estatística, um autómato. Basta querer olhar noutra direcção e ver que há muito mais para além dos números.

Este ano vou fazer nascer, criar, educar, aprender, ver, procurar, sentir e dar abraços! Ultrapassar-me, conquistar e melhorar. E sempre acreditar que o o mundo continua lindo porque é feito de todos nós!!

A todos: AQUELE ABRAÇO!!

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loja

Preparar o blog para receber uma loja dá o seu trabalho…. muda daqui, acrescenta ali… e mais isto e mais aquilo…. não falando que a prática que eu tenho nisto não passa deste meu blog! Tenho a ajuda do meu amantíssimo esposo mas uma ajuda via chat e que me vai dizendo faz isto e aquilo em vez de me dizer de uma vez por todas: deixa estar que eu faço. Mas há que exercitar os neurónios que é para isso que os temos e fico sempre muito orgulhosa de ao longo deste anos me ter safado, modéstia à parte, muito bem neste mundo.

Mas o que importa aqui é dar a todos os clientes e interessados a possibilidade de estarem a par de todos os artigos disponíveis para venda. Nem sempre será uma loja cheia uma vez que ao artesanato não se pede a tiragem de artigos em série e nem sempre a artesã estará a tempo inteiro entregue à my Beloved Craft mas sempre que a inspiração e a vontade permitirem esta loja apresentará novos e únicos artigos feitos à mão.

Be Unique. Buy Original.

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quanto valem estes naperons?!

 Ganhei o dia ao comprar duas mãos cheias de pequenos naperons na feira de velharias aqui da terra! A feira é de velharias e estas pequenas preciosidades estariam catalogadas como tal porque a €1 cada um…. Mas para mim são pequenos tesouros vindos de um tempo em que as agulhas eram o hobbie mais comum entre senhoras. E ser comum e banal terá sido a causa de os ter encontrado ao “monte” e àquele preço! Espero que senhoras de tão enfastiadas de actividades de outrora continuem a abandonar ao desbarato aquilo que para mim são antiguidades e não velharias.

Este último é em bilros, não se faz com agulhas e talvez por isso seja para mim o mais complicado e misterioso trabalho de renda. Como lidar com todos aqueles “pauzinhos”? Arte!

 

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quem diminuiu o tempo?




E já é segunda… e já estamos numa nova semana e amanhã é o último dia de maio…

O Natal não foi o mês passado? Quem se lembrou de diminuir o tempo? Quem está a apressar a rotação da terra? Não estava bem o ano com doze meses? E porque decidiram que as semanas passariam a ter três dias?

 

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“den da gen”

- “Desempregado é quem procurou serviço no lugar errado.”

E a atenção prendeu-se.

- “Tem de procurá den da gen.”

-O que é que ele disse?

- Não sei…

E a partir daqui fez silêncio, aquele que leva a audição e deixa as imagens sozinhas a voar, pairadas, no ar…

Tinha a certeza que acabara de ouvir as palavras mais inspiradoras dos últimos tempos. Aquelas que podem mudar a vida de quem as ouve.

Não descansei enquanto não consegui revê-lo para então absorver todas as palavras deste homem artista-filósofo despojado do mundo, sim,  porque estes homens não pertencem aqui.

Hélio Leites. Ouçam-no e reouçam-no mais uma, duas e três vezes, as que forem precisas para obsorver a tanta verdade dita e em tão pouco tempo. “Não pense, faça.”

 

- Dentro da gente, acho que foi isso que ele disse.

 

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lilás e salmão

Padeço de um mal grande: recorrer sempre às “minhas cores” e assim ter uma paleta um bocadinho pequena… É certo que o trabalho realizado deverá reflectir o gosto de quem o faz, só assim terá personalidade, identidade.

Mas o acaso juntou umas contas lilás com os corais salmão que há muito esperavam conjugação na mesa de trabalho. Lindo, lindo! Estas duas cores ficam lindas uma com a outra. Eu já sabia que não deveria reduzir-me ao que está estabelecido, dado como certo dentro da minha cabeça mas vou precisando, de tempos a tempos, de uma chamada de atenção destas. É preciso experimentar, juntar, procurar, observar e tudo absorver, criar e procurar inspiração e estar disponível para o novo.

Uma só cor é inspiração. E todo um trabalho pode vir de uma só cor.

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o que eu penso escrito por quem o sabe fazer

Mia Couto – Geração à Rasca – A Nossa Culpa

“Um dia, isto tinha de acontecer.

Existe uma geração à rasca?
Existe mais do que uma! Certamente! Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.

Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos. Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor. Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram
nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos…), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.

Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, … A vaquinha emagreceu, feneceu, secou. Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.

Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais. São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração. São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer “não”. É um “não” que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm
direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!

A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas. Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.

Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere. Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam. Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras. Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável. Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada. Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio. Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e
inteligência nesta geração? Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos! Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no
retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).

Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.

E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos – e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas – ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!

Novos e velhos, todos estamos à rasca. Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens. Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.
A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.
Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam.
Haverá mais triste prova do nosso falhanço? “

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os primeiros

Fruto de uma encomenda inesperada, surgiram os dois primeiros sacos de 2011!! Um do modelo Funny Flower Heart Button o outro inspirado neste feito no verão de 2009!! Como o último saco que fiz já foi no fim do verão a mão estava um pouco adormecida mas rapidamente acordou e o resultado foi o esperado, dois bonitos e originais sacos em algodão!! Espevitaram de tal maneira o meu ânimo que fui de imediato buscar uns que estavam meios acabados meios por acabar a preceito e assim acumular algum stock para dias mais soalheiros…. porque estes….

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fada do lar

Desta vez é numa Fada do Lar, e continuamos com os nomes propícios, que vou descobrindo o crochet de outros tempos mas que tão bem se adequam aos nossos sob o, tão em voga, nome de crochet vintage.

Não eram revistas para qualquer um(a!), quem a quisesse seguir já teria de ter algum traquejo porque as fotografias (de qualidade de impressão duvidosa) que as ilustravam eram a preto e branco e por vezes não explicitavam muito bem o esquema a seguir. Mas eram revistas internacionalíssimas, o bonito nome Fada do Lar adorna as margens da capa em pelo menos cinco línguas, incluindo o japonês o que nos dá o indício que o crochet que de lá nos chega hoje em dia é já cultivado, apreciado e melhorado há muitos anos, de resto como em qualquer parte do mundo…..

Mas de facto é do Japão que nos tem chegado não revistas mas livros lindamente ilustrados e, aqui sim, com esquemas fáceis de seguir até pelos mais novatos. Nota-se o bom gosto em tudo, cada página é um incentivo ao belo através do simples.

E sabiam que na África do Sul (e talvez em mais alguns sítios) esquema de crochet diz-se música; “aprender a música daquele pano”?

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