{"id":222,"date":"2008-12-01T12:57:00","date_gmt":"2008-12-01T12:57:00","guid":{"rendered":"http:\/\/mybelovedcraft.com\/site\/?p=222"},"modified":"2008-12-01T12:57:00","modified_gmt":"2008-12-01T12:57:00","slug":"a-imagem-mediatica-dos-media","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mybelovedcraft.com\/site\/2008\/12\/01\/a-imagem-mediatica-dos-media\/","title":{"rendered":"A Imagem Medi\u00e1tica Dos Media"},"content":{"rendered":"<div class=\"fcbkbttn_buttons_block\" id=\"fcbkbttn_left\"><div class=\"fcbkbttn_button\">\n                            <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/\" target=\"_blank\">\n                                <img src=\"https:\/\/mybelovedcraft.com\/site\/wp-content\/plugins\/social-buttons-pack\/facebook-button-plugin\/images\/standard-facebook-ico.png\" alt=\"Fb-Button\" \/>\n                            <\/a>\n                        <\/div><div class=\"fcbkbttn_like \"><fb:like href=\"https:\/\/mybelovedcraft.com\/site\/2008\/12\/01\/a-imagem-mediatica-dos-media\/\" action=\"like\" colorscheme=\"light\" layout=\"standard\" show-faces='false' width=\"225px\" size=\"small\"><\/fb:like><\/div><\/div><div class=\"pntrst_main_before_after\"><div class=\"pntrst-button-wrap\">\r\n\t\t\t\t\t\t\t<a data-pin-do=\"buttonBookmark\" data-pin-custom=\"\" href=\"https:\/\/www.pinterest.com\/pin\/create\/button\/\"><img data-pin-nopin=\"1\" class=\"pntrst-custom-pin\" src=\"https:\/\/mybelovedcraft.com\/site\/wp-content\/plugins\/social-buttons-pack\/bws-pinterest\/images\/pin.png\" width=\"60\"><\/a>\r\n\t\t\t\t\t\t<\/div><div class=\"pntrst-button-wrap \" >\r\n\t\t\t\t\t\t\t<a  data-pin-do=\"buttonFollow\" href=\"https:\/\/www.pinterest.com\/\/\">Follow me<\/a>\r\n\t\t\t\t\t\t<\/div><\/div><p><strong>A Imagem Medi\u00e1tica Dos Media<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-size:85{ca63c85fbf3dc088fa9c3bfa2ee12335da2449b4b30498493e236a2dfc5d1fb9};\">Por Jo\u00e3o C\u00e9sar das Neves<br \/>Professor universit\u00e1rio<br \/><\/span><br \/>Ningu\u00e9m emenda um erro que n\u00e3o reconhece. Quem acha que tudo vai bem s\u00f3 corrige o mal demasiado tarde. A recente crise financeira mostra muitos casos destes. Em Portugal, onde v\u00e1rios sectores se reconhecem em graves dificuldades, h\u00e1 um que se julga em sucesso. Por isso \u00e9 esse que tem realmente problemas graves. N\u00e3o por serem grandes, mas por n\u00e3o serem assumidos.<br \/>Hoje o jornalismo reina soberano. Faz e desfaz poderes, promove e derruba personalidades, decreta ju\u00edzos, recebe vassalagem de todos os interesses. Para um sector que ainda h\u00e1 anos passou por turbul\u00eancias s\u00e9rias, dificilmente se imaginaria situa\u00e7\u00e3o mais vantajosa. Precisamente por isso, o jornalismo portugu\u00eas vive um dos momentos mais perigosos da sua hist\u00f3ria.<br \/>A nossa imprensa traz pouca informa\u00e7\u00e3o. Muita an\u00e1lise, intriga, provoca\u00e7\u00e3o, boato, emo\u00e7\u00e3o, combate, mas pouca informa\u00e7\u00e3o. O p\u00fablico n\u00e3o quer jornalismo, quer entretenimento. Para ter sucesso o rep\u00f3rter precisa de ter gra\u00e7a, ser espirituoso, ver o aspecto ins\u00f3lito. Assume uma atitude de suposta cumplicidade com o leitor, ouvinte ou espectador desmontando para g\u00e1udio m\u00fatuo o rid\u00edculo que achou que devia reportar. Antecipa no relato o que assume ser o veredicto popular, condenando ou absolvendo aqueles que devia apenas retratar.<br \/>Assiste-se a uma verdadeira ca\u00e7a ao deslize, empolado at\u00e9 \u00e0 hilaridade. S\u00f3 triunfa se apanhar desprevenido e atrapalhar o entrevistado. Enquanto descreve o que v\u00ea quase \u00e0s gargalhadas, n\u00e3o se d\u00e1 conta da perda de dignidade profissional. Tem sucesso, mas n\u00e3o rigor. Quem segue a not\u00edcia fica com a sensa\u00e7\u00e3o de ouvir aquele que, dos presentes, menos entendeu o que se passou no acontecimento.<br \/>Ali\u00e1s, relatar o sucedido \u00e9 o que menos interessa. O jornalista vai ao evento para impor a agenda medi\u00e1tica que levou da sede. A inaugura\u00e7\u00e3o de um projecto revolucion\u00e1rio, por exemplo, s\u00f3 importa pela oportunidade de fazer a pergunta inc\u00f3moda ao governante sobre o esc\u00e2ndalo do momento. Investimentos de milh\u00f5es, trabalho de multid\u00f5es, avan\u00e7os e benef\u00edcios not\u00e1veis s\u00e3o detalhes omitidos pela intriga picante que obceca o peri\u00f3dico.<br \/>\u00c9 significativo que existam em Portugal muitos analistas famosos e respeitados, mas poucos jornalistas reputados pelo facto de serem jornalistas. Os directores de informa\u00e7\u00e3o costumam ser tamb\u00e9m colunistas. As refer\u00eancias da classe s\u00e3o comentadores. Parece que informa\u00e7\u00e3o e reportagem \u00e9 actividade menor.O mais curioso \u00e9 que, embora a imprensa escrita e falada seja intensamente opinativa, nunca se assume em termos pol\u00edticos. N\u00e3o existe em Portugal o alinhamento ideol\u00f3gico expl\u00edcito de jornais e emissoras de refer\u00eancia que existe em todos os pa\u00edses. O p\u00fablico n\u00e3o \u00e9 informado da orienta\u00e7\u00e3o do meio que escolheu, porque todos dizem apenas a verdade. Todos os rep\u00f3rteres t\u00eam opini\u00e3o, mas todos s\u00e3o isentos de orienta\u00e7\u00f5es e partidarismos. Os resultados s\u00e3o caricatos.<br \/>O actual Governo goza de clara benevol\u00eancia jornal\u00edstica. Apesar da contesta\u00e7\u00e3o e inevit\u00e1veis &#8220;gafes&#8221;, o tratamento n\u00e3o se compara com o dos antecessores. Por outro lado a imprensa j\u00e1 decidiu que Manuela Ferreira Leite n\u00e3o tem hip\u00f3teses. N\u00e3o interessa o que pensa ou prop\u00f5e, apenas que n\u00e3o sabe lidar com os media, o pecado supremo.<br \/>Suspeita-se de campanhas organizadas, mas talvez n\u00e3o seja manipula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, at\u00e9 porque o PS j\u00e1 sofreu o mesmo tratamento. A regra da imprensa \u00e9 que &#8220;mais vale cair em gra\u00e7a que ser engra\u00e7ado&#8221;. O Bloco de Esquerda \u00e9 sempre fresco e interessante, por muitos chav\u00f5es bafientos que repita, enquanto PCP e PP s\u00e3o desprezados, por vezes sem disfarce. A culpa disto \u00e9 em boa medida dos sujeitos, mas os mensageiros n\u00e3o s\u00e3o neutros.<br \/>Existe muita gente honesta e bem-intencionada no jornalismo. Mas \u00e9 evidente (e paradoxal) que a imprensa tem hoje uma m\u00e1 imagem. Tamb\u00e9m \u00e9 verdade que existe uma falta de imprensa verdadeira, objectiva, respeitada, id\u00f3nea. Muitos dos que relatam o jogo participam nas equipas. Quando o jogo se suja, avolumam-se as suspeitas. Isto ainda n\u00e3o afecta o poder da imprensa, mas j\u00e1 degrada a classe.<\/p>\n<div class=\"pntrst_main_before_after\"><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Follow me A Imagem Medi\u00e1tica Dos Media Por Jo\u00e3o C\u00e9sar das NevesProfessor universit\u00e1rioNingu\u00e9m emenda um erro que n\u00e3o reconhece. Quem acha que tudo vai bem s\u00f3 corrige o mal demasiado tarde. A recente crise financeira mostra muitos casos destes. 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