{"id":167,"date":"2008-05-27T13:19:00","date_gmt":"2008-05-27T13:19:00","guid":{"rendered":"http:\/\/mybelovedcraft.com\/site\/?p=167"},"modified":"2012-06-29T14:19:33","modified_gmt":"2012-06-29T14:19:33","slug":"textos-de-agostinho-da-silva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mybelovedcraft.com\/site\/2008\/05\/27\/textos-de-agostinho-da-silva\/","title":{"rendered":"Textos de Agostinho da Silva"},"content":{"rendered":"<div class=\"fcbkbttn_buttons_block\" id=\"fcbkbttn_left\"><div class=\"fcbkbttn_button\">\n                            <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/\" target=\"_blank\">\n                                <img src=\"https:\/\/mybelovedcraft.com\/site\/wp-content\/plugins\/social-buttons-pack\/facebook-button-plugin\/images\/standard-facebook-ico.png\" alt=\"Fb-Button\" \/>\n                            <\/a>\n                        <\/div><div class=\"fcbkbttn_like \"><fb:like href=\"https:\/\/mybelovedcraft.com\/site\/2008\/05\/27\/textos-de-agostinho-da-silva\/\" action=\"like\" colorscheme=\"light\" layout=\"standard\" show-faces='false' width=\"225px\" size=\"small\"><\/fb:like><\/div><\/div><div class=\"pntrst_main_before_after\"><div class=\"pntrst-button-wrap\">\r\n\t\t\t\t\t\t\t<a data-pin-do=\"buttonBookmark\" data-pin-custom=\"\" href=\"https:\/\/www.pinterest.com\/pin\/create\/button\/\"><img data-pin-nopin=\"1\" class=\"pntrst-custom-pin\" src=\"https:\/\/mybelovedcraft.com\/site\/wp-content\/plugins\/social-buttons-pack\/bws-pinterest\/images\/pin.png\" width=\"60\"><\/a>\r\n\t\t\t\t\t\t<\/div><div class=\"pntrst-button-wrap \" >\r\n\t\t\t\t\t\t\t<a  data-pin-do=\"buttonFollow\" href=\"https:\/\/www.pinterest.com\/\/\">Follow me<\/a>\r\n\t\t\t\t\t\t<\/div><\/div><p>Uma amiga enviou-me estes textos de <a href=\"http:\/\/www.agostinhodasilva.pt\/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=18&amp;Itemid=30\">Agostinho da Silva<\/a> e aqui os partilho. S\u00e3o simples e extraordin\u00e1rios assim como \u00e9 tamb\u00e9m Deus&#8230; que pela sua exig\u00eancia o homem tende a complic\u00e1-lo e pela sua magnitude tende a possu\u00ed-lo e a mold\u00e1-lo \u00e0 sua imagem&#8230;<br \/>\nN\u00e3o sei de onde foram extra\u00eddos estes textos mas j\u00e1 comecei a procurar a bibliografia deste grande fil\u00f3sofo portugu\u00eas.<br \/>\nPara reflectir.<\/p>\n<p><em>1. Existe um Deus que \u00e9 o conjunto de tudo quanto apercebemos no Universo. Tudo o que existe cont\u00e9m Deus, Deus cont\u00e9m tudo o que existe. Pode-se, sem blasf\u00e9mia, considerar o aspecto imanente ou o aspecto transcendente de Deus; pode-se, sem blasf\u00e9mia, falar n\u00e3o de Deus mas apenas do Universo, com Esp\u00edrito e Mat\u00e9ria, formando um todo indissol\u00favel. A doutrina de Deus, tal como a p\u00f4s Cristo, permite considerar todas as religi\u00f5es como boas, embora em graus diferentes, todos os homens como religiosos. N\u00e3o poder\u00e1, portanto, fazer-se em nome de Deus qualquer persegui\u00e7\u00e3o: todo o homem \u00e9 livre para examinar e escolher; a maior ou menor capacidade de exame e o resultado da escolha ser\u00e3o, em qualquer caso, a express\u00e3o do que ele \u00e9 e do m\u00e1ximo a que pode chegar segundo as suas capacidades.<br \/>\n2. A vis\u00e3o mais alta que podemos ter de Deus, n\u00f3s que somos apenas uma parte do Universo, \u00e9 uma vis\u00e3o de Intelig\u00eancia e de Amor; os pecados fundamentais que o homem poder\u00e1 cometer s\u00e3o as limita\u00e7\u00f5es da Intelig\u00eancia ou do Amor: toda a doutrina estreita, sem toler\u00e2ncia e sem compreens\u00e3o da variedade do mundo, toda a ignor\u00e2ncia volunt\u00e1ria, todo o impedimento posto ao progresso intelectual da humanidade, toda a viol\u00eancia, todo o \u00f3dio, limitam o nosso esp\u00edrito e o dos outros, impedem que sintamos a grandeza, a universalidade de Deus.<br \/>\n3. Deus n\u00e3o exige de n\u00f3s nenhum culto; prestamos a nossa homenagem a Deus, entramos em contacto pleno com o Universo, quando desenvolvemos a nossa intelig\u00eancia e o nosso Amor: um laborat\u00f3rio, uma biblioteca s\u00e3o templos de Deus; uma escola \u00e9 um templo de Deus, e o mais belo de todos. Todos podemos ser sacerdotes, porque todos temos capacidades de Intelig\u00eancia e de Amor; e praticamos o mais elevado dos cultos a Deus quando propagamos a cultura, o que significa o derrubamento de todas as barreiras que se op\u00f5em ao Esp\u00edrito. Est\u00e3o ainda longe de Deus, de uma vis\u00e3o ampla de Deus, os que fazem consistir o seu culto em palavras e ritos; mas dos que subirem mais alto n\u00e3o pode haver outra atitude sen\u00e3o a de os ajudar a transpor o longo caminho que ainda t\u00eam adiante. Ningu\u00e9m reprovar\u00e1 o seu irm\u00e3o por ele ser o que \u00e9; mas com paci\u00eancia e persist\u00eancia, com intelig\u00eancia e com amor, procurar\u00e1 lev\u00e1-lo ao n\u00edvel mais alto.<br \/>\n4. Para que possa compreender Deus, para que possa, melhorando-se, melhorar tamb\u00e9m os outros, o homem precisa de ser livre; as liberdades essenciais s\u00e3o tr\u00eas: liberdade de cultura, liberdade de organiza\u00e7\u00e3o social, liberdade econ\u00f3mica. Pela liberdade de cultura, o homem poder\u00e1 desenvolver ao m\u00e1ximo o seu esp\u00edrito cr\u00edtico e criador; ningu\u00e9m lhe fechar\u00e1 nenhum dom\u00ednio; ningu\u00e9m impedir\u00e1 que transmita aos outros o que tiver aprendido ou pensado. Pela liberdade de organiza\u00e7\u00e3o social, o homem interv\u00e9m no arranjo da sua vida em sociedade, administrando e guiando, em sistemas cada vez mais perfeitos \u00e0 medida que a sua cultura se for alargando; para o bom governante, cada cidad\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma cabe\u00e7a do rebanho; \u00e9 como que o aluno de uma escola de humanidade: tem de se educar para o melhor dos regimes, atrav\u00e9s dos regimes poss\u00edveis. Pela liberdade econ\u00f3mica, o homem assegura o necess\u00e1rio para que o seu esp\u00edrito se liberte das preocupa\u00e7\u00f5es materiais e possa dedicar-se ao que existe de mais belo e de mais amplo; nenhum homem deve ser explorado por outro homem; ningu\u00e9m deve, pela posse dos meios de explora\u00e7\u00e3o e de transporte, que permitem explorar, p\u00f4r em perigo a sua liberdade de Esp\u00edrito ou a liberdade de Esp\u00edrito dos outros. No Reino Divino, na organiza\u00e7\u00e3o humana mais perfeita, n\u00e3o haver\u00e1 nenhuma restri\u00e7\u00e3o de cultura, nenhuma propriedade. A tudo isto se poder\u00e1 chegar gradualmente e pelo esfor\u00e7o fraterno de todos\u201d.<br \/>\n5. J\u00e1 reparou naquilo a que chamo a agonia do trabalho? Toda a nossa vida gira em fun\u00e7\u00e3o do trabalho. Quando se pergunta a algu\u00e9m o que \u00e9, nunca temos a resposta: sou homem ou sou mulher. Diz-se: sou engenheiro, electricista, m\u00e9dico. S\u00f3 se \u00e9 gente em refer\u00eancia ao trabalho. Um desempregado sente-se um p\u00e1ria e, todavia, ele \u00e9 gente, a coisa mais extraordin\u00e1ria que se pode ser.<\/em><\/p>\n<div class=\"pntrst_main_before_after\"><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Follow me Uma amiga enviou-me estes textos de Agostinho da Silva e aqui os partilho. 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