{"id":1001,"date":"2013-03-08T14:35:25","date_gmt":"2013-03-08T14:35:25","guid":{"rendered":"http:\/\/mybelovedcraft.com\/site\/?p=1001"},"modified":"2013-03-08T17:23:43","modified_gmt":"2013-03-08T17:23:43","slug":"blog-arquivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mybelovedcraft.com\/site\/2013\/03\/08\/blog-arquivo\/","title":{"rendered":"blog arquivo"},"content":{"rendered":"<div class=\"fcbkbttn_buttons_block\" id=\"fcbkbttn_left\"><div class=\"fcbkbttn_button\">\n                            <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/\" target=\"_blank\">\n                                <img src=\"https:\/\/mybelovedcraft.com\/site\/wp-content\/plugins\/social-buttons-pack\/facebook-button-plugin\/images\/standard-facebook-ico.png\" alt=\"Fb-Button\" \/>\n                            <\/a>\n                        <\/div><div class=\"fcbkbttn_like \"><fb:like href=\"https:\/\/mybelovedcraft.com\/site\/2013\/03\/08\/blog-arquivo\/\" action=\"like\" colorscheme=\"light\" layout=\"standard\" show-faces='false' width=\"225px\" size=\"small\"><\/fb:like><\/div><\/div><div class=\"pntrst_main_before_after\"><div class=\"pntrst-button-wrap\">\r\n\t\t\t\t\t\t\t<a data-pin-do=\"buttonBookmark\" data-pin-custom=\"\" href=\"https:\/\/www.pinterest.com\/pin\/create\/button\/\"><img data-pin-nopin=\"1\" class=\"pntrst-custom-pin\" src=\"https:\/\/mybelovedcraft.com\/site\/wp-content\/plugins\/social-buttons-pack\/bws-pinterest\/images\/pin.png\" width=\"60\"><\/a>\r\n\t\t\t\t\t\t<\/div><div class=\"pntrst-button-wrap \" >\r\n\t\t\t\t\t\t\t<a  data-pin-do=\"buttonFollow\" href=\"https:\/\/www.pinterest.com\/\/\">Follow me<\/a>\r\n\t\t\t\t\t\t<\/div><\/div><p>Tenho o blog para mim como um arquivo n\u00e3o s\u00f3 do que vou fazendo com o crochet mas tamb\u00e9m daquilo que sou e do que me faz ser. Partilho ideias, pensamentos e outras coisas que tais. N\u00e3o sei se muita gente o l\u00ea, se o fazem n\u00e3o comentam, n\u00e3o tenho retorno de muitos (valha me os likes facebookianos)\u00a0mas est\u00e1 tudo bem porque at\u00e9 sozinha continuaria a escrever aqui. \u00c0s vezes transcrevo palavras de outras pessoas que eu acho importante guardar, esta \u00e9 uma dessas vezes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Eduardo S\u00e1<\/strong>,\u00a0<strong>\u201cEstamos a espatifar a inf\u00e2ncia das crian\u00e7as\u201d<\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8220;Disse um dia que as crian\u00e7as est\u00e3o em vias de extin\u00e7\u00e3o\u2026 <\/strong>Est\u00e3o. N\u00e3o digo isso pelo facto de o Governo e a oposi\u00e7\u00e3o as terem transformado numa esp\u00e9cie de conta poupan\u00e7a reforma. Acho at\u00e9 divertido que se fale de tudo e mais alguma coisa nas v\u00e1rias campanhas \u2013 presidenciais inclu\u00eddas \u2013 e as quest\u00f5es das crian\u00e7as e a pol\u00edtica de fundo para a fam\u00edlia nem sequer exista. Portanto, o que \u00e9 que a mim me preocupa? Preocupa-me esta ideia complemente absurda de crescimento, que d\u00e1 a entender que as crian\u00e7as t\u00eam que ser jovens tecnocratas de fraldas antes dos seis, t\u00eam que ser jovens tecnocratas de mochila depois dos seis e t\u00eam que ser jovens tecnocratas de sucesso ao entrarem na universidade para que, finalmente \u2013 como se fosse uma linha de montagem \u2013, sa\u00edssem todos mestres. Mestre \u00e9 a designa\u00e7\u00e3o mais vergonhosa que eu j\u00e1 vi para um t\u00edtulo acad\u00e9mico, porque \u00e9 um t\u00edtulo que reconhecemos aos s\u00e1bios.<\/p>\n<p><strong>Andamos a enganar os jovens? <\/strong>Isto \u00e9 o c\u00famulo da publicidade enganosa. Explicar a mi\u00fados com 22 e 23 anos que s\u00e3o mestres, de maneira a esperar que eles sejam, de prefer\u00eancia, \u00eddolos antes dos 30\u2026 Anda toda a gente num registo euf\u00f3rico e doente, que n\u00e3o percebe que as pessoas precisam de tempo para crescer. Acho engra\u00e7ad\u00edssimo quando dizem com orgulho que no jardim-de-inf\u00e2ncia h\u00e1 crian\u00e7as que j\u00e1 sabem ler e escrever, mas n\u00e3o \u00e9 isso que as torna mais s\u00e1bias. \u00c0s vezes, as pessoas confundem macacos de imita\u00e7\u00e3o com crian\u00e7as s\u00e1bias. Acho engra\u00e7ad\u00edssimo quando as crian\u00e7as n\u00e3o podem errar \u2013 eu julgava que errar era aprender. Mas n\u00e3o: as crian\u00e7as t\u00eam que ter notas que s\u00e3o insufladas sabe Deus pelo qu\u00ea. Vivem empanturradas em explica\u00e7\u00f5es. Se os pais puderem utilizar todo o tempo que a escola coloca ao servi\u00e7o das fam\u00edlias, elas podem passar 55 horas por semana na escola\u2026 Estamos a espatifar a inf\u00e2ncia das crian\u00e7as, a espatifar a adolesc\u00eancia e, depois, com um olhar absolutamente c\u00e2ndido, dizemos que elas t\u00eam d\u00e9fi ces de aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Existe a ideia que as pessoas mais escolarizadas s\u00e3o pessoas mais educadas? \u00a0<\/strong>Vive-se com essa a ideia. E pe\u00e7o desculpa, mas as pessoas, com toda a boa vontade do mundo, est\u00e3o a tornar as crian\u00e7as mais est\u00fapidas. Se as crian\u00e7as n\u00e3o aprendem a tolerar as frustra\u00e7\u00f5es, nunca h\u00e3o de ser engenhosas e nunca h\u00e3o de aprender com as dificuldades. A dor d\u00f3i, magoa, mas \u00e9 uma oportunidade de crescimento e n\u00e3o h\u00e1 dores que venham por bem. As dores s\u00e3o as grandes oportunidades para nos interpelarmos e para nos transformarmos. E n\u00f3s n\u00e3o damos oportunidade \u00e0s crian\u00e7as para serem crian\u00e7as. Queremo-las como fossem clones daquilo que n\u00f3s sonh\u00e1mos ser, mas que n\u00e3o fomos capazes. E, nestas circunst\u00e2ncias, tem que haver algu\u00e9m com algum bom senso que diga \u201ctenham cuidado que est\u00e3o a comprometer tudo\u201d.<\/p>\n<p><strong>As crian\u00e7as brincam pouco? \u00a0 <\/strong>As crian\u00e7as brincam de menos. Se houvesse em Portugal um Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o digno desse nome, teria outro tipo de cuidado com os recreios das escolas. Os recreios das escolas p\u00fablicas s\u00e3o uma vergonha. N\u00e3o re\u00fanem condi\u00e7\u00f5es indispens\u00e1veis para brincar. As escolas deviam ter recreios cobertos, mas brincar \u00e9, para os governantes, uma atividade tipo primavera-ver\u00e3o: quando est\u00e1 frio e a chover, as crian\u00e7as n\u00e3o podem ficar nas salas, n\u00e3o podem ficar nos espa\u00e7os comuns, n\u00e3o podem andar na chuva\u2026 Brincam nos beirais, que \u00e9 uma prepara\u00e7\u00e3o para os desportos radicais. Mas, na falta de cuidados em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s crian\u00e7as, h\u00e1 um exemplo que \u00e9 o mais delicioso do mundo: n\u00e3o compreendo porque \u00e9 que as crian\u00e7as t\u00eam uma disciplina de Educa\u00e7\u00e3o para Sa\u00fade e depois, nomeadamente nas escolas p\u00fablicas, as casas de banho dos alunos n\u00e3o cumprem as condi\u00e7\u00f5es indispens\u00e1veis em termos de sa\u00fade p\u00fablica. Para a ASAE, a seguran\u00e7a alimentar \u00e9 importante, a contrafa\u00e7\u00e3o \u00e9 importante. As crian\u00e7as, n\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O que lhe apraz dizer sobre toda esta pol\u00e9mica em torno dos contratos de associa\u00e7\u00e3o? <\/strong>N\u00e3o me choca que o Estado, quando n\u00e3o consegue cumprir os seus compromissos, possa deleg\u00e1-los noutros. E possa, na sequ\u00eancia disso, fazer os contratos de associa\u00e7\u00e3o que acha que deve fazer. At\u00e9 aqui, isto \u00e9 pac\u00edfi co. Agora, h\u00e1 dois aspetos que me parecem incontorn\u00e1veis: quando as pessoas querem negociar de forma s\u00e9ria e leal, negoceiam a tempo e horas e n\u00e3o me chocaria se hoje estiv\u00e9ssemos a negociar uma transforma\u00e7\u00e3o para daqui a dois anos, de maneira a que se possam pensar alternativas. N\u00e3o acho que o Governo tenha estado bem neste aspeto. Agora, choca-me que depois as crian\u00e7as sejam instrumentalizadas de uma forma absolutamente indecorosa e sejam trazidas para discuss\u00f5es que n\u00e3o s\u00e3o bem razo\u00e1veis. Instrumentalizar campanhas presidenciais \u00e0 esquerda e \u00e0 direita com este tipo de quest\u00f5es, pe\u00e7o desculpa, \u00e9 um bom servi\u00e7o em favor do obscurantismo.<\/p>\n<p><strong>Cada vez mais se ouve falar de crian\u00e7as maltratadas\u2026 <\/strong>Felizmente.<\/p>\n<p><strong>Tal n\u00e3o significa que haja maior n\u00famero de crian\u00e7as nessa condi\u00e7\u00e3o?\u00a0<\/strong>Por amor de Deus. Estas s\u00e3o as melhores fam\u00edlias que a humanidade conheceu. As atuais. O que significa que os nossos filhos est\u00e3o seguramente melhores.<\/p>\n<p><strong>O que leva um pai a maltratar um filho?\u00a0<\/strong>(suspira) Muito sofrimento acumulado. Pessoas doentes sempre existiram ao longo da hist\u00f3ria. O sistema judicial \u00e9 que n\u00e3o. \u00c9 uma conquista importante da humanidade e todos n\u00f3s devemos exigir que um sistema judicial, dedicado \u00e0s crian\u00e7as, seja um bocadinho de sistema judicial e que tenha um componente significativo de sa\u00fade, nomeadamente de sa\u00fade mental. Que n\u00f3s aceitemos que os pais maltratem, n\u00e3o podemos aceitar; que n\u00f3s aceitemos que o Estado, como garante de princ\u00edpios fundamentais, seja omisso na prote\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as, \u00e9 que eu acho que seja inadmiss\u00edvel. Quando grande parte das comiss\u00f5es de prote\u00e7\u00e3o tem pessoas da maior generosidade que est\u00e3o em part-time ou em voluntariado, isto diz bem o que \u00e9 a prote\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as em Portugal. Quando n\u00f3s admitimos que haja crian\u00e7as que, no fundo, est\u00e3o sinalizadas como estando em perigo, mas est\u00e3o em perigo durante anos\u2026 \u00c9 aqui que eu acho que temos que parar e perceber o que \u00e9 que queremos da prote\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as. Porque o Estado n\u00e3o cumpre a lei. Em m\u00e9dia, as crian\u00e7as est\u00e3o confiadas aos centros de acolhimento cinco anos. O Estado comete ilegalidades sobre ilegalidades a esse n\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>Mas porque \u00e9 que se maltrata?\u00a0<\/strong>Repare: ainda hoje h\u00e1 pessoas que suspiram pela escola do antigo regime, que era uma escola exemplar, onde cada erro representava uma reguada. Muitos destes pais tiveram escolas e fam\u00edlias muito autorit\u00e1rias. \u00c9 por isso que os pais hoje, quando se trata de dizer que \u201cn\u00e3o\u201d a um filho, confundem autoridade e autoritarismo. E passam a vida quase a pedir desculpa com a ideia de que o \u201cn\u00e3o\u201d traumatiza. A autoridade \u00e9 um exerc\u00edcio de bondade; o autoritarismo \u00e9 um exerc\u00edcio de prepot\u00eancia. A prova de que n\u00f3s fomos crescendo com estes equ\u00edvocos \u00e9 um bocadinho esta. Ainda h\u00e1 pais maltratantes.<\/p>\n<p><strong>De todos os estratos sociais, portanto\u2026 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<\/strong>De repente, at\u00e9 parece que os pais da classe m\u00e9dia n\u00e3o maltratam. H\u00e1 crian\u00e7as que andam em col\u00e9gios para meninos com \u201cpedigree\u201d e chegam l\u00e1 todos os dias com marcas de serem batidas. E quando t\u00eam 80 por cento nos testes ficam em p\u00e2nico, porque s\u00e3o aterrorizadas constantemente\u2026 Essas crian\u00e7as est\u00e3o em perigo. Porque \u00e9 que as comiss\u00f5es nunca protegem esse tipo de crian\u00e7as? Temos que proteger mais e proteger melhor. E os tribunais t\u00eam que ser mais duros em rela\u00e7\u00e3o aos pais que maltratam e negligenciam porque, por mais doentes que eles estejam, n\u00e3o t\u00eam o direito de desbaratar todos os recursos saud\u00e1veis dos filhos.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 poss\u00edvel ensinar as pessoas a serem bons pais? \u00a0<\/strong>\u00c9. Os pais precisam de falar pelos filhos: eles sabem muito bem que quem nos ama diz-nos por atos (e por omiss\u00f5es) qualquer coisa como: \u201csente-me em ti, pensa por mim e fala por n\u00f3s\u201d. E, de facto, os pais \u00e0s vezes sentem, pensam, mas n\u00e3o falam. N\u00e3o falam nem por eles, nem pelos filhos. Ensinar pode fazer-se de maneira divertida, pode significar dizermos aos pais que est\u00e3o obrigados a dar uma hora por dia aos filhos. Uma hora de m\u00e3e ou uma hora de pai, faz muito melhor do que o \u00f3leo de f\u00edgado de bacalhau para as crian\u00e7as crescerem. E \u00e9 necess\u00e1rio dizer aos pais que t\u00eam fazer, pelo menos, uma asneira de oito em oito horas. Os pais que n\u00e3o fazem asneiras n\u00e3o s\u00e3o bons pais.<\/p>\n<p><strong>Costuma dizer que as pessoas t\u00eam o cora\u00e7\u00e3o apertado at\u00e9 ao \u00faltimo bot\u00e3o. \u00c9 o que se passa com os pais? \u00a0 <\/strong>Acho que somos todos mal-educados. Todos tivemos uma educa\u00e7\u00e3o judaico-crist\u00e3, uma educa\u00e7\u00e3o positivista que, em muitos aspetos foi importante, mas que criou um v\u00edcio de forma muito cartesiano que nos leva a imaginar que, quanto mais racionais, melhores pessoas. Fomos todos mal-educados para as emo\u00e7\u00f5es. Ainda continuamos a achar que ter raiva \u00e9 uma coisa feia, como se a raiva n\u00e3o fosse o melhor ansiol\u00edtico do mundo. Quem assume que tem \u00f3dio de vez em quando? E o \u00f3dio s\u00f3 acontece quando algu\u00e9m que nos ama nos magoa muito. As emo\u00e7\u00f5es s\u00e3o um GPS fant\u00e1stico que temos na nossa vida e n\u00f3s somos educados para reprimir as emo\u00e7\u00f5es. Quando reprimimos as emo\u00e7\u00f5es, al\u00e9m dos efeitos neurol\u00f3gicos que isto provoca, vai introduzir uma coisa que \u00e9 pior: \u00e0 medida que n\u00e3o transformamos as emo\u00e7\u00f5es em palavras, passamos a ficar partidos ao meio. Sentimos tudo, somos tremendamente intuitivos, mas depois deixamos de aprender a falar. Quanto menos somos educados para as emo\u00e7\u00f5es, menos educados nos tornamos para as palavras e mais come\u00e7amos a adoecer.<\/p>\n<p><strong>Somos, ent\u00e3o, mal-educados para o amor? \u00a0<\/strong>Somos tamb\u00e9m mal-educados para o amor. Mas para que \u00e9 que \u00e9 preciso educa\u00e7\u00e3o sexual nas escolas? Vai-me desculpar, a sexualidade faz muito bem \u00e0 sa\u00fade. Mas muitas vezes esta \u201ceduca\u00e7\u00e3o moral e religiosa parte II\u201d est\u00e1 a partir do pressuposto de coisas erradas. Educar para o amor \u00e9 uma coisa muito mais s\u00e9ria. \u00c9 muito importante dizer o que \u00e9 o aparelho reprodutor e falar de meios contracetivos\u2026 nada disso merece quest\u00e3o. Mas o que eu gostava \u00e9 que tamb\u00e9m se explicasse o que \u00e9 que s\u00e3o as rela\u00e7\u00f5es amorosas. Devia ou n\u00e3o devia ser proibido casar com o primeiro namorado? S\u00f3 devia. Quer dizer: passamos a vida a dizer que errar \u00e9 aprender, mas nas rela\u00e7\u00f5es amorosas temos que acertar \u00e0 primeira. Onde \u00e9 que isto j\u00e1 se viu? Isto \u00e9 mentira. Se queremos educar para as rela\u00e7\u00f5es amorosas, dev\u00edamos dizer que devia ser proibido casar para sempre.<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o devia ser para sempre? <\/strong>S\u00e3o todas para sempre. Mas o que eu gostava que as pessoas percebessem \u00e9 que quanto mais importante \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o mais fr\u00e1gil se torna. Porque exigimos \u00e0s pessoas que amamos \u2013 e bem \u2013aquilo que n\u00e3o exigimos a mais ningu\u00e9m. E quanto mais importante for uma rela\u00e7\u00e3o, mais preciosa ela \u00e9. Era muito bom que n\u00f3s dissemos que todas as rela\u00e7\u00f5es morrem, sobretudo as mais importantes e, sobretudo, se foram maltratadas. No fundo, educam-nos para n\u00f3s abotoarmos o cora\u00e7\u00e3o at\u00e9 o \u00faltimo bot\u00e3o. E, \u00e0s vezes, as pessoas despem-se facilmente por fora e t\u00eam dificuldade em perceber que o grande desafio da vida \u00e9 despirmo-nos por dentro. \u00c9 darmo-nos a conhecer por dentro.&#8221;<\/p>\n<p>by\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/vencerautismo\" target=\"_blank\" data-hovercard=\"\/ajax\/hovercard\/user.php?id=100000921665008\">Vencer Autismo<\/a>\u00a0on Thursday, June 14, 2012 at 8:55am<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"pntrst_main_before_after\"><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Follow me Tenho o blog para mim como um arquivo n\u00e3o s\u00f3 do que vou fazendo com o crochet mas tamb\u00e9m daquilo que sou e do que me faz ser. Partilho ideias, pensamentos e outras coisas que tais. 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